Arquivos Mensais: Novembro 2008

Como se a chuva não bastasse, há quem arranje outras formas de estragar um domingo. E como é que fazem isso ? apinham-se em centros comerciais.
Talvez até consigam obter alguma satisfação de estar longos períodos de tempo em filas de transito, a andar às ‘turras’ com outros elementos da família que gostam de reunir para partilhar esses momentos em conjunto, ou gostem de tropeçar nas outras pessoas. Talvez nem seja isto, talvez o que gostem seja de fazer teatro e dizer o que gostam, mostrar o que têm e o que podem comprar. Ou será somente o gosto de estar em conjunto com mais um milhar de outros ’seres humanos’ e de partilhar hábitos que se vão fomentando de boca em boca e televisão em televisão ?

Isto já nem me interessa, e até ver de longe já perturba. Só me surpreende que alguém se dê ao luxo de perder um domingo ou um fim de semana desta forma.


Não sei se toda a gente conhece esta expressão. Talvez até já faça parte do quotidiano do senhor leitor, mas eu só a conheci quando comecei a trabalhar e sempre tive a ideia que, tal como a palavra/expressão ‘quilhar’ (em por exemplo: ‘estou quilhado’), era coisa da região de Leiria.

O que entendi por essa expressão, era um trabalho realizado somente para pagar custos fixos, sem de lá existir margem para salários e muito menos de lucro. E até há uns tempos, mantive essa noção, guardando uma breve mas negativa memória de um concurso que, por ser de tal forma vago e a distância entre cliente e atelier/agência/gabinete/empresa (depende do gosto de cada um) ser abismal, que nunca o assumi como trabalho. O registo que fiz, foi de um mero acto de ingenuidade da nossa parte.

Sempre achei um disparate participar em concursos. De uma ou três propostas num universo de umas seiscentas, todas elas feitas sem dialogar com o cliente, sem o ouvir e sem o perceber, quer a ele como aos seus objectivos, ao seu contexto e às suas expectativas. É, claramente, um exercício de ingenuidade. Pouco identificativo da capacidade de resolução de um problema de forma a que o cliente lucre com o mesmo. E pouco profissional, já que é injusto para o tempo que cada pessoa/atelier gasta no seu desenvolvimento, de elevado risco (99%), sem, na maioria dos casos, existir qualquer pagamento dos honorários de, pelo menos, quem foi seleccionado para uma fase de decisão. Sim, porque reunir vários projectos para ter um leque de escolha imenso, deverá ter custos correspondentes aos benefício que apresenta, caso contrário estamos a usufruir de mil trabalhos e milhares de horas de desenvolvimento, mas a pagar apenas um.

Da mesma forma, sempre achei um disparate avaliar-se um atelier pelos prémios que ostenta e pelos os concursos onde foram seleccionados. Porque os prémios são pagos (veja-se por exemplo os Prémios Design Briefing ou os da FWA, entre muitos outros), porque os prémios são avaliados por alguém – um júri -, cujos interesses nunca coincidem com os interesses financeiros do cliente; e porque os prémios são dados a trabalhos que são avaliados, na melhor das hipóteses, num contexto diferente de um eventual (futuro) cliente, e na pior, completamente descontextualizado do universo do cliente para o qual foi desenvolvido (coisa que é vulgar). Mas na óptica do cliente, que nada sabe sobre essa coisa da comunicação visual, saber que alguém – alguém que sabe! – avaliou o trabalho desse atelier e lhe deu a sua aprovação, é motivo suficiente para contratar os seus serviços. Até porque o cliente têm a ideia de que os senhores dos prémios andam aí a ver todos os trabalhos que se realizam em Portugal e reconhecem os que ‘têm valor!!!’.
Os prémios, na altura que o cliente acredita neles, está ao mesmo tempo a desvalorizar o atelier que pretende contratar, já que só por causa desses magníficos e verdadeiros ‘caça talentos’, que atribuíram o prémio ao respectivo atelier, é que o sr. cliente acredita no mesmo.

Mas hoje, acabo por me deparar com um numero ainda relevante de concursos destes que, no vazio, surgem como oportunidades de ‘não se têm nada a perder’, com ‘pequena’ excepção daquilo que todos os freelancers e ateliers vendem: o seu tempo. Ficando-se ainda com a ideia de que haverá algum reconhecimento quer pela selecção como por prémios ganhos. E o tão apetecido reconhecimento destes por parte de eventuais clientes.
De facto a remuneração de alguns bem como um reconhecimento publico por o ter ganho, e o ‘passaporte’ que isso traz como ilusão para um futuro mais risonho, são os únicos motivos que ainda, talvez, me consigam iludir na participação de um.

Trabalhar para aquecer ainda consegue ser menos precário do que um concurso, mas sempre que penso nestes, acabo por refinar mais essa noção. Trabalhar para aquecer, passa a servir também de albergue a um tipo de trabalho que nem para ‘pagar as contas’ dá. O único objectivo é entreter o sr. designer, que em vez de fazer palavras cruzadas, faz um logótipo por exemplo.

Os concursos são, de facto, com já alguém disse, uma melhor ou talvez única forma, de arranjar trabalho para fazer. Embora quem tenha dito isso, provavelmente não conheça a expressão ‘trabalhar para aquecer’. Pelo que no fundo, mantenho a minha profunda discórdia pelos mesmos. Já que só consigo olhar para eles como um acto de submissão, onde os participantes parecem declarar que o design de comunicação é, na verdade, uma ‘coisa’ que não têm valor nenhum.


Nestes últimos dias resolvi investigar um pouco sobre a razão desta azafama toda que se passa em torno do ensino pré universitário. Fala-se do estatuto do aluno e das avaliações dos professores, atiram-se ovos à ministra da educação ao mesmo tempo que há quem roube no supermercado produtos idênticos por falta de dinheiro (digo isto, porque vi). E parece que, em vez de ser ir passear ao fim de semana, se fazem manifestações para alimentar o entretenimento dos telejornais.

Sinto por isso tentado a escrever aqui a minha opinião. E porquê ? Ora essa! porque tenho um espaço para isso (:P) e porque é muito saudável escrever opiniões.

Sobre o estatuto do aluno, que está no site do Ministério da Educação, não sei qual é a razão das manifestações. A ideia que dá, é que hoje em dia é incrivelmente complicado chumbar. Dirijo inclusive, as mesmas palavras de que li um dia destes sobre o assunto, a esses estudantes: “ganhem juízo!”. O disparate e a falta de reflexão sobre este tema por parte dos manifestantes é tal – ofensiva até -, que nem merece mais atenção.

A questão realmente melindrosa, e que os senhores estudantes se tivessem algum juízo já teriam retirado partido, é a da avaliação dos professores. O grande problema é, a meu ver, sobre a neutralidade do acto de avaliar alguém. Seja de um professor a um aluno, ou de um professor relativamente a outro.
As avaliações são, como toda a gente deve ter experiência (será que se lembram?), injustas. Levam acompanhadas o erro humano: os gostos, os valores, as distracções, a maldade, a inveja, as experiências mal resolvidas, a inexperiência, o pouco à vontade da matéria que se lecciona e um sem fim de outros problemas que vêm agarrados a essas pessoas, às quais compete a tarefa de avaliar.

Eu sou completamente a favor de um novo método de avaliação aos professores, já que o existente era completamente disparatado. Completamente utópico face à realidade de outros empregos, e ofende de facto, pela inércia, preguiça e injustiça dos seus critérios.
O que os professores têm medo é de serem avaliados injustamente pelos seus colegas. Eu também teria, como tinha o mesmo medo de ser avaliado dessa forma, enquanto aluno, pelos professores. E o que não devem gostar de certo, é das injustiças que se farão, na escolha de quem é avaliador e quem é avaliado. Talvez seja até motivo de ainda mais injustiças no acto de avaliação.
Agora o que não percebo é porque é que isto só é controverso nesse circulo de professores. Porque razão é que não se repensa de uma vez por todas, a forma de avaliação no ensino, desde o primário ao superior ?

O que julgo estar em causa é a definição de uma avaliação que seja o mais imparcial possível, já que ela, existe em tudo, em todos e para toda a gente, empregado ou empregador. Motivo pelo qual discordo completamente de uma avaliação local, de escola para escola. Sendo que, em primeiro lugar, não reconheço a existência de problemas ‘locais’. Mas antes, o problema do que é ‘local’, ao qual a escola devia ser uma porta de saída.
A justiça num universo hermético é feito que nunca existiu. E por experiência, a avaliação deveria ser sempre feita por quem não nos conhece, nunca nos viu, nunca nos ouviu e nunca ouviu falar de nós. Para mim sempre funcionou melhor assim, e como tal, deveria ser sempre uma opção.

Se concordo com um novo método de avaliação e até tenho algum respeito pela senhora ministra por conseguir abanar o ensino, discordo com esta nova lei (não sei se é o termo adequado) neste aspecto que acabei de referir e num outro: a avaliação dos resultados.
Avaliar resultados é normal ao implantar um novo método, mas esta avaliação dá a ideia que é adequada para resultados a curto prazo e, para além de dar indicios que apelam a uma espécie de ‘batotice’ e a uma atitude de ‘despaxar’ de forma a que se garantam. Ainda nos dá a ideia de ser pensada por quem produz as peças que estão nas lojas dos chineses, isto é, o que importa é a quantidade e que elas vão para as prateleiras! Se está bem ou mal, já não importa. Uma posição, infelizmente muito semelhante, à redução do numero de anos dos cursos do ensino superior, sobre a qual discordo completamente.
O ensino exige que se repense a forma como se avaliam os seus resultados, e isso é um desafio e tanto. Transversal a todos os estágios de ensino. Até porque o ensino é a longo, longo prazo.

Confesso que não li a fundo sobre o assunto e não sei bem o papel dos pais no meio disto tudo ou de outras questões inerentes, e de facto nem me interessa. Porque, em primeiro lugar: se já acho o ensino universitário ‘assim-assim’ devido precisamente a essa avaliação local. O secundário para mim é obsoleto, foi um obstáculo e um atraso para os meus objectivos e curiosidades. Do primário já nem memória tenho. E em segundo lugar, porque se este sistema de avaliação for levado a cabo, até vou achar piada o tempo que durar, porque embora estejamos todos a pagar aos intervenientes deste (e de outros) absurdos, é sempre bom que quem avalie, leve com o próprio veneno. Talvez assim se venha a debater o que acho estar na raiz deste problema e que usei no titulo do post (piadola!).
Propunha até, a estes intervenientes, na falta de argumentos mais incisivos por parte do ministério e de disparates com alguma razão por parte dos professores, outros assuntos interessantes para reflexão, como por exemplo essa coisa do ‘ensino’ e aquela outra do ‘aprender’. Já que acho assim, irem dar aquela parte da avaliação, que acho também tão importante. De certo será mais importante do que essa coisa, que li hoje num jornal qualquer, de escolher ’sábios’ (que profissão é essa de sábio, já agora ? :P) para avaliarem os ‘professores’. Quem avaliará os sábios ? o merlin ? o super-homem ? os super-sábios ? :P

E pronto, limitado à minha condição de quem está fora do ensino, deixo assim ao meu caro leitor esta opinião, que até se veio a revelar mais desinteressada e por ventura, desinteressante, do que estava à espera.

Já sabia da Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais, que está a decorrer até ao dia 16 em Alcobaça, há uns tempos. E já há uns tempos que ia pensando se valia a pena ir a um local e gastar dinheiro para coisas que me fazem mal e que se evaporam enquanto “o diabo esfrega um olho”. Mas lá acabei por ir, até porque é perto e, por aqui, existe pouca coisa para ver/fazer à noite.

Fico sempre com uma sensação pálida ao sair de um evento destes. E refiro-me, para não haver interpretações erradas, ao universo pequeno de eventos não académicos que visitei, que inclui somente o Festival Bike 2008 (:P).
E pálida, porque se limitam a ser um ‘ajuntamento’ de lojas e mosteiros (neste caso), que ficam lá com uma paciência de santo e uma enorme apatia, à espera que alguém se apróxime do seu espaço, momento o qual torcem com toda a vontade do mundo para que o sr. freguês queira alguma coisa, o que é inadvertidamente expresso no rosto de cada um.
Infelizmente, essa postura não fica só com eles e não me passa despercebida. Talvez estejam a tentar fazer justiça à tal ‘Mostra’ que o titulo do evento sugere. Mas o que é certo, é que a cada evento que vou – e comecei a visita-los à pouco tempo -, mais aguço o apetite na procura de uma experiência particular para trazer como recordação. Um registo diferente, que de facto associe a um momento único do ano. Provavelmente o que ando à procura e o que gosto também, são das experiências que uma instalação, aquelas do género das que aparecem em alguns museus ou qualquer outra pensada para emitir qualquer tipo de mensagem ou sensação, nos transmitem.

No caso desta mostra de guloseimas (não ligo muito aos licores), trago apenas uma ténue lembrança da dimensão, pequena em tamanho mas grande em expressão, do homem no mosteiro. E, pelo menos para mim, esta mostra só faz sentido por causa do monumento que a envolve.

Podia ser diferente. Mas para isso, quem estivesse lá não podia ser tão apático, não se podia limitar a levar a ‘tenda’ atrás e a esperar pelo ‘freguês’; e tinham de criar dinamismo seja de que forma fosse, mas sem invadir o espaço do visitante – que é coisa que prezo muito. E o mesmo acho da organização que tem igual responsabilidade.

De resto acho a ideia muito boa, o local é ideal, a sinalização é descontextualizada mas funciona, e de facto conhecem-se guloseimas que não se vêm muito por aqui. E visitantes lá não faltam para justificar esse empenho que gostava que, quer organizadores como lojistas/mosteiros demonstrassem. O que não se justifica são os preços, que são talvez o grande factor para que, muito provavelmente, não volte lá para o ano.

Quanto a sugestões para guloseimas, existem tantas e tão boas (embora sempre no mesmo tom de ovos, amendoas e chila – pelo que vi), que deixo isso ao critério de cada um.


Não gostei muito do Festival Bike. Nunca fui a nenhum, mas este não me convidou a voltar para o ano que vêm. E só irei se tiverem mais marcas representadas.
Na sexta feira, conforme prometi a mim mesmo, lá fui eu todo contente a caminho desse paradigma da cidade contemporânea, chamado Santarém. Chegado lá, a entrada estava encerrada e tivemos de ir por outro lado, e qual é a minha surpresa, não é que que haviam mesmo sinalizações em todo o caminho ? Afinal, alguma coisa funciona por aqueles lados.
Nunca tinha ido ao CNEMA, e à primeira vista também não impressiona mas têm um tamanho considerável e logo à entrada via-se uma pequena lona do Forum BTT e uma grande tenda improvisada, onde andavam alguns praticantes de Dirt e BMX em rampas montadas para o devido efeito. É simpático, mas não é uma amostra do que se passa dentro da exposição.

Lá dentro, embora a pequena conversa com os distribuidores da Yeti (não tinham a ASR 7 em exposição) e Nicolai, que foi bastante agradável – já que me deixou mais próximo de duas marcas que gostava -, o restante era uma mistura entre stands de algumas marcas (/ distribuidores) como a Scott, Mondraker, Orbea, Specialized, Marin (espaço muito agradável), Giant, Merida, Coluer, Kuota (mal se via), Corratec (gostei!), GT, KTM, Massi e MSC (de momento, não me lembro de mais nenhum); stands de distribuidores como a Bicimax, com representações da Trek e Gary Fisher; e stands de lojas que, na melhor das hipóteses tinham lá algumas bicicletas, roupa e componentes à mostra/venda. As outras não cheguei a perceber o que estavam por lá a fazer.

Gostei de alguns stands de marcas e distribuidores, porque embora vá acompanhando as novidades de várias (quase todas) as marcas e já conheça de antemão os modelos novos e a tecnologia que os acompanha, lá, sempre reparo em mais uma coisa ou outra, ou surgem alguns modelos de uma marca ou outra que não estou tão familiarizado e que acabam por me despertar a atenção. A oportunidade de falar com os representantes de cada marca e ver as bicicletas e componentes de perto é sempre positivo. Mas lojas ? o que raio é que estão lá a fazer ? têm uma postura de quem está a ‘amostrar’ o material que têm mas que também não se importavam de vender, o que é uma experiência constrangedora para quem quer andar, com calma e em paz, a ver o material que têm exposto. E a presença destas lá, para mim foi além de negativa, dissuasora de lá voltar mais uma vez.

Mas não foi só por elas que não gostei muito do Festival Bike 2008. As marcas que lá estavam eram pouquíssimas, vi lá um stand da Campagnolo, mas a Shimano e SRAM não estavam lá com tudo o que fazem (e é muita coisa). Ninguém representa a American Classic, Mavic, Fulcrum, Crank Brothers, Reynolds? Ninguém convidou quem quer que seja, para mostrar marcas como a Slingshot, Softride, Titanflex, Voodoo, Surly, Kestrel, Salsa, Niner, Ventana, Ellsworth? Ninguém se lembrou de demonstrar o novíssimo Truvativ Hammerschmidt? A Rohloff onde estava? A Orbea tinha num expositor o modelo Diem, que vinha equipada com uma transmissão interna Shimano Alfine. ‘Bicho’ esse, sobre o qual ninguém pode saber nada, já que a Shimano não parava para aqueles lados e os senhores que lá estavam, na Orbea, também não estavam muito inclinados para o explicar.

Vou a um evento destes à espera de ver coisas que são novas e ‘despertares de atenção’ para novas tendências e tecnologias. Vou à espera de ver representantes, e não lojas, a demonstrar essas mesmas novidades. Mas de novidade lá, para mim, não havia nada. Só autocolantes e mais autocolantes de marcas diferentes e tubagens com formas e cores diferentes. E é por isso que é o festival dos senhores que vendem brinquedos. É tudo uma questão de entretenimento e fetiche de formas e cores, os quais se denominam leviana e incorrectamente de design, sabe-se lá para quê.

No dia em que fui lá (dia 7), só vi pessoas a testarem a bicicleta no interior da exposição, coisa que achei disparatada. Mas hoje (dia 10), vi fotos de pessoas que testaram a bicicleta na rua, num local com relva e algumas escadas, que penso ser atrás dos pavilhões da exposição (de noite não se viam muito bem). Mas já que fizeram rampas para Dirt, mais valia fazer um circuito fechado de terra batida, com pedras, raízes ou algo de género, pequenas rampas, e subidas e descidas. Porque aí seria o único local onde se podia fazer um test ride para a maioria das bicicletas que lá estavam (BTT), sendo que percurso para estrada e pista de BMX e Dirt já havia.

E prontos, é a minha ‘apreciação’ do Festival Bike 2008, algumas fotos do que ainda me conseguiu interessar aqui ou aqui (para quem prefere ver fotos no Picasa).

ah! a comida lá é cara.

Para opiniões contrárias:
Portugal em Directo pt.1 e Portugal em Directo pt.2

Ora, finalmente alguma coisa interessante que vai ocorrer aqui perto, na ‘bela’ cidade de Santarém, mais especificamente no CNEMA – Centro Nacional de Exposições (o ‘M’ e o ‘A’, pelos vistos não querem dizer nada).

O Festival Bike 2008 começa amanha, dia 7. E para quem não é profissional (como eu) a abertura é às 17h, com encerramento às 22h. Prolonga-se pelos dias 8 (das 8h30m às 22h) e 9, das 8h30 às 20h.
O preço dos bilhetes para a faixa etária que lê este blog é, de 5€ para uma entrada e 8€ para os 3 dias.

Mais informações:
http://www.cnema.pt/calendario_apresentacao.php?aID=2511

e link directo para o programa (alerto desde já o leitor para um grafismo assustador):
http://cnema.pt/xms/files/Programas_das_Feiras/2008/FESTIVALBIKE/programafb08.pdf

Amanha, pelos vistos, vou ter uma reunião em Santarém a essa hora.. coincidências ;P


Ai Évora, Évora.. andava eu todo contente a passear pelo nosso belo país – aquele da cantiga ‘pelos caminhos de Portugal’ onde o autor até acha que viu ‘tanta coisa linda’ e um ‘mundo sem igual’ -, a pensar que podia andar à vontade por todo lado que nunca mais ia apanhar cidade tão feia e inepta como Santarém, e eis que chego a Évora.
De facto, até concordo com o Sr. Mário Gil, que diz que pelos caminhos de Portugal viu um mundo sem igual. Só que é um sem igual a ir assim para o insólito. Porque coisas com Santarém e Évora não têm igual mesmo. Será que cidade é uma categoria adequada para ambas? Eu acho que não, e Viseu também não anda longe disto.

Pensando bem, a caminho de Évora já se anunciava uma coisa má. Porque razão é que no meio de paisagens que nem me atrevo a descrever com medo de as diminuir, existem aqueles aglomerados de habitações feitos de propósito para estragar o resto? Sei que o dinheiro de muitas das pessoas que lá têm casas e a arquitectura não coabitam muito bem, mas quem quer se seja que constrói lá as casas e pensa na urbanização daqueles locais (com estradas excelentes), devia ter o mínimo de sensibilidade para não destruir completamente o que as rodeia. Em locais assim não é nada que passe despercebido.
Como também não passa despercebido que em Évora as pessoas falam baixinho (como em Viseu), que não parecem existir centros comerciais; que o Intermarché só têm de Intermarché os logótipos e as bandeirinhas; que o Modelo/Continente deve ficar numa covil qualquer; que a rede de transportes públicos não deve valer nada, porque em pleno dia num sábado não havia qualquer autocarro na cidade; que é uma cidade negligente para os monumentos que alberga; que é uma cidade ainda mais negligente para coisas como ‘urbanização’, ‘qualidade de vida’, ‘contemporaneidade’, ‘passeios’, ‘estradas’, ‘infraestruturas’, ‘higiene’ e mais um sem numero de ‘coisinhas’ dessas; que é uma cidade sem espaço; que têm um hospital de merda, coisa que é perceptível mesmo sem ter que usufruir dos seus serviços; que é, na verdade, uma aldeia com monumentos à volta; e que têm uma autoestrada muito apelativa que a liga à Espanha, e muitas outras que nos apelam para ir dali para fora.

No fundo, o que aconselho a quem quer ir visitar Évora, é que chegue lá no pôr do sol, já que a iluminação do mesmo, juntamente com a pouca iluminação dos edifícios, acaba por beneficiar imenso a cidade. Mas que ande pelas estradas e outros locais pouco habitados de dia, porque vale mesmo a pena. E, caso estejam decididos a ir a Évora, informem-se bem sobre os locais que querem visitar porque, à excepção dos hotéis, não existe sinalização para nada.

E sim, os locais são feitos pelas pessoas e pelos amigos que lá temos. Mas com infraestruturas daquelas, o mais natural é que essas pessoas e esses amigos acabem por arranjar outro poleiro para viverem e aproveitarem ainda para interagir com uma sociedade mais dinâmica e produtiva do que num local como Évora. Eu acho! e digo isto porque já morei em locais semelhantes.


Lembro de ter falado aqui no blog dos discos da Lacie, com uma apreciação positiva até. Contudo, com quase dois anos de utilização, a opinião mudou radicalmente.

Para quem não sabe, aquilo é uma caixa que diz ‘Lacie’ com um disco da Seagate lá enfiado e um software que trata dessa coisa do acesso em rede. E quando se trabalha com algum ficheiro de lá, pelo que percebi, o mesmo é copiado para o nosso disco enquanto se trabalha e, quando salvamos, então sim, é gravado no disco da ‘Lacie’. Isto porque não se pode fazer nada com esse disco, não se pode desfragmentar nem saber outras informações, e o software (acessivel pelo IP do disco através do browser) têm varias opções de segurança, contas FTP e afins, mas não permite ‘mexer’ no disco em si.

Sempre achei isto estranho mas confiei no sistema. Até que há cerca de um mês, quando ligo o computador oiço a agulha do disco da ‘Lacie’ a fazer um barulho repetitivo e, como já me tinha acontecido aquilo com outros discos, já sabia que não havia nada a fazer. Como estava dentro da garantia, teve de ir lá para um local qualquer ser ‘reparado’ ou trocado, nunca cheguei a saber qual era o objectivo deles. O que é certo, é que o disco quando voltou (novo ou reparado), mal o ligamos, lá estava ele com o mesmo problema. Ou os discos são uma porcaria, ou nem se deram ao trabalho de o trocar ou reparar e devolveram o que lhes enviamos.

Agora está, de novo, embalado na caixa e se não me substituírem por outro de outra marca no mesmo valor (ou não), vou comprar um Iomega StorCenter ix2 de 1TB. Pelo que vi têm um preço convidativo para o que oferece e é algo completamente diferente do Lacie Mini qualquer coisa que tinha por aqui (que custa metade). Alguém sabe de outras soluções ? Não quero discos para backups, isto é para trabalhar. (Entretanto, optei por um Lacie 2big, de 1TB, que até ver, não me tem dado problemas.)

As baterias Ni-MH, não têm nada a ver com os discos. Têm a ver com câmaras digitais e respectivos flashes. Ia ficando sem o Nikon SB-800, por ter deixado la as pilhas mais tempo do que devia, enquanto este estava desligado. Acho isto um grande inconveniente, que acompanha outro inconveniente de se descarregarem com o tempo quando não são usadas e outro, que é o ter de se andar com um monte de cápsulas para trás e para frente que demoram a carregar. Porque é que não se usam só baterias como esta ?