Nesta altura do ano, vê-se muita gente a opinar sobre vários assuntos que marcam esta época e também a actualidade. E falam como se a sua opinião fosse de tal forma importante que já justifique alguns minutos de tempo de antena ‘radio-televisiva’ (:P).
Eu também opino muito por aqui, a diferença é que não incomodo ninguém com isso. Por isso deixo aqui a minha sugestão a esses palermas que precisam que lhes dêem atenção: criem um blog! Ou, quanto muito, escrevam os editoriais da Borda d’Água ou publicações de género, assim só lê quem quer. Isto serve para os ‘mensageiros’ de natal, mas também para os outros parvalhões das estações televisivas que eventualmente requisitem/transmitam a opinião dessa gente.
No fundo, quando uma pessoa se quer entreter sem pensar, a ver televisão, era tudo melhor se a programação dos canais por cabo fosse diferente. Assim já não me aborrecia tanto com isto.
Arquivos Mensais: Dezembro 2008
Quando era pequeno tinha uma BMX (ou algo aproximado para as crianças). Depois deixei de andar de bicicleta e nunca mais me preocupei com essa coisa das BMX. E apesar de há uns anos ter voltado a andar de bicicleta, de BTT, nunca liguei muito a essas bicicletas de quadros e rodas pequenas, que sempre associei à infância.
Contudo, de há uns tempos para cá, tenho tido alguma curiosidade em experimentar andar a sério numa BMX, porque vou vendo outras pessoas em parques ou mesmo só a andar no meio da cidade, e penso que iria gostar de fazer o mesmo.
Tenho pensado em comprar uma (nova ou usada), mas pouco sei sobre o assunto. E é-me complicado julgar qualidades e ofertas de marcas sem saber o que a ‘casa’ gasta. Por isso lanço aqui este post para expor algumas dúvidas e preconceitos e obter algumas respostas de quem de facto anda de BMX. Sei que ninguém vai ler isto, e se ler pouco vai ligar, e até poderei já ter comprado uma bicicleta entretanto, mas mesmo assim vale a pena registar aqui algumas dúvidas que por esta altura tenho.
Então o que tenho lido é que existem BMX de freestyle, race e flat land. Sei que para as primeiras (freestyle), os quadros são mais robustos, as rodas devem ter 42 ou 48 raios (ou 36, mas fortes), pneus gordos para cidade, um pedaleiro de três peças (nunca conheci outros), u-brakes à frente e atrás pela modularidade que permitem e guiadores e pedaleiro de aço. E sei que as segundas (race), têm materiais mais leves e menos resistentes, pneus com ‘dentes’ como os das BTT, v-brakes e algumas até têm quadros em alumínio. Sobre as terceiras, penso terem uma distância entre eixos mais pequena, sendo os travões ou aqueles mecanismos que permitem rodar a direcção 360º e não dar cabo dos travões, uma opção.
Relativamente a rodas, fico na mesma, porque não sei quais são as rodas de 36 raios mais resistentes. E ainda relativamente às rodas, não sei qual será a diferença entre 20, 24 e 26″ no uso que uma BMX têm. A ideia que sempre tive é que o tamanho pequeno permite mais manobrabilidade e mais aceleração em espaços pequenos.
E sobre as marcas, as que conheço até ver são a Haro, Wethepeople, Mirra, DK, GT, Ilegal (que já conhecia há uns tempos), Fitbikeco, Flybikes, KHE Bikes, Redline, Proper, Eastern Bikes, Subrosa, UMF, Shadow Kink, Verde Bicycles, Hoffman, Specialized e penso que a Berg também terá algumas. Mas lá está, dou uma vista de olhos para os componentes e não me dizem nada.
Enfim, tudo coisas que não devem fazer muito sentido para quem anda nessas tais de Bicycles Motocross, já que tudo varia consoante a pessoa que anda na bicicleta e o que quer fazer.
No meu caso, as dúvidas são as seguintes:
- com 1m80 de altura e 90kg, qual o tamanho do quadro que devia escolher ?
- qual a diferença, a nível prático, entre uma BMX como esta (a F3 :P) e uma bicicleta como esta ou esta ?
- e esta, pode-se partir com saltos mais abusivos, ou sem recepção ? é que só tem 36 raios e não sei se são ou não fortes :D.
- para que aspectos é que se deve olhar a nível de componentes, tendo em consideração que quero experimentar/aprender um bocado de tudo sem que a bicicleta se parta ou apresente muitas limitações.
- até 300€, alguma sugestão ? (bicicletas completas, já que, infelizmente, não tenho tempo para montar peça a peça)
- E será coerente comprar estas bicicletas usadas ?
- Quadros como o que a Flybikes tem no site, permitem adicionar alguns extras, que em principio não me interessam. Que tipo de particularidades é que os quadros têm? lembrei-me disto, porque estou curioso em relação a afinação da tensão da corrente.
Bom, fica aqui uma síntese das minhas dúvidas e as quais vou tentar esclarecer e postar aqui. Se, entretanto me esclarecerem, também não me importo ;P. São dúvidas picuinhas? Talvez. Serão necessárias para quem só quer uma bicicleta para ver como é? Talvez não. Mas acompanham-me, por isso cá estão. Porque razão não pergunto isto num fórum ou numa loja? porque conheço poucos fóruns e não confio muito em lojas, e não tenho assim tanta urgência em saber isto tudo também.
E com a promessa que irei voltar a escrever sobre este assunto, já com mais algum conhecimento, despeço-me do sr. leitor, não sem antes voltar ao mundo do BTT, para dar resposta a algumas pesquisas que vêm dar a este blog. Os quadros Superbow (alumínio) da Corratec, andam pelas 1900g. Coisa que não me impressiona devido à estrutura do quadro. E que raio de vídeos é que são esses do ‘doutor(a) sexo’ ?
Eu não gosto deste mês. E esta época em que se vê uma personagem gorda e vestida de vermelho e luzes a piscarem em tudo o que é lugar, só me toca por não conseguir respeitar as outras pessoas, como eu, que não partilham essas crenças e prazeres.
É um mês que tem muitos feriados, que se misturam com férias, que se alargam do natal à passagem do ano. Que atrasam serviços, atrasam pagamentos, onde ninguém está disposto a trabalhar nem a efectuar negócios (tirando o comércio) e que é agravado por ser uma altura em que acaba um ano e começa o outro, se fecham contas e se definem orçamentos. Onde as pessoas são cínicas, e gostam de dar ênfase ao brilho no olhar das crianças, mesmo sabendo que talvez fosse melhor ‘gastar’ dinheiro, para que o brilho de outras, que está lá por razões completamente diferentes, tivesse um melhor motivo para existir. Por todos esses motivos, não gosto desta época, se não pouco me importaria.
Bom, mas o que queria escrever a essa personagem do pai natal, não era isto. O que lhe queria mesmo escrever, nem era para pedir que me desse nada, era mais que, já que viaja pelo mundo todo, pudesse dar um recado a todos os fabricantes de portáteis e maquinas fotográficas digitais. Decidi poupa-lo das bicicletas, já muito tenho escrito por aqui.
O recado que lhe queria dar sobre os fabricantes de portáteis era o seguinte:
Exmo. Sr(a) fabricante de computadores portáteis,
gostaria imenso de contribuir para o vosso negócio, através da compra de um dos vossos produtos. Não posso contribuir para o negócio de todos, porque a vida assim não me permite. Por isso, deixo aqui algumas características que me levariam a comprar um computador portátil:
- Ecrã de 13″ ou 14″, com resolução de 1280×800px, com controlos para alterar o brilho, contraste, balanço e temperatura das cores. Talvez até com algumas pré-definições como por exemplo: ‘modo texto’, ‘modo manipulação de imagens’, etc.
- Mousepad como o de um Macbook Pro ou de um Asus Eeepc. Ou seja, um mousepad, que não tenta ser um rato.
- Teclado com espaço suficiente para se conseguir escrever normalmente, sem ser necessário um palito para conseguir escolher as teclas. E com retro iluminação.
- Um processador decente e actual, de dois ou mais núcleos.
- Um mínimo de 2GB DDR2 800Mhz ou mesmo da de seiscentos e tal mhz.
- Uma placa gráfica a sério, não precisa de dar para jogar todos os jogos no máximo (nem sequer em média) qualidade.
- um disco que role normalmente, tipo 7200rpm.
- e igualmente importante, um preço igual ou inferior a 500€, porque não compensa gastar mais do que isso num computador doméstico.
E é só, agradeço tempo que dedicaram a ler esta mensagem,
Os melhores cumprimentos do Dr.Kosmos.
Já aos senhores fabricantes de máquinas fotográficas digitais, escrevia o seguinte:
Caros senhores(as) fabricantes de máquinas fotográficas digitais,
Gosto imenso da ideia de uma máquina digital compacta, não só por estar tudo agarrado ao corpo da câmara, mas compacta por também ser de tamanho pequeno. E câmaras como a Fujifilm 100fd são uma boa ideia. Mas nunca irei comprar nenhuma se, em situações de iluminação normal que obrigam a usar o ISO 400, tiver como resultado pontinhos com cores em toda a imagem, no lugar de uma imagem nítida e livre de ruído. Estão, mesmo assim, de parabéns pelo preço pelo qual as vendem.
Fico a aguardar noticias vossas,
Aquele abraço do Dr.Kosmos.
E é só, ficam aqui os meus recados a esta gente que é responsável por este tipo de produtos. Façam lá o vosso papel, e sejam bons Pais Natais, nem que seja para o ano que vem.
Este post é meio opinião meio denúncia (e esta dá-me mais prazer), se bem que algo infundada devido ao desconhecimento de leis sobre o tema. Mas fica aqui o aviso e o registo de descontentamento.
Tenho 7 animais a viverem comigo, uns são bichos gatos outros são bichos cães (:P). E é à custa deles que algumas vezes visito lojas de animais, para comprar taças de comida, coleiras, e afins.
Nunca gostei de ir a nenhuma. Quando era mais pequeno, via os animais como objectos, via-os da mesma forma que os meus pais me tinham ensinado a ver. Mas mesmo nessa altura, nunca gostei dos senhores e senhoras responsáveis por essas lojas. E grande parte da razão de, ainda hoje, não gostar de ter animais (estes que tenho, vieram-me parar às mãos) vêm das más experiências que tive em pequeno, devido precisamente a confundir seres vivos com objectos de decoração.
No mesmo fim de semana em que resolvi dar uma volta a algumas lojas num domingo, não em grandes centros comerciais como referia no post anterior. Tive de fazer uma visita a algumas dessas lojas, e começa a tornar-se claro a razão pela qual não suporto lá ir.
Continuo a ver pessoas adultas a achar que os animais (assumo que ’somente’ os ‘não racionais’) são objectos, e continuam a fomentar esse mesmo ponto de vista das crianças que os acompanham. As quais não sabem educar.
Esta ‘educaçãozita’ (será que esta coisa da educação tem significado neste país?) tem um valor inestimável para se evitar que continuem a existir animais mal tratados, abandonados e que de certo, iram mais tarde morrer, ou por terem de ser abatidos ou por serem vitimas de acidente e de maus tratos por parte de muita gente, adulta ou criança.
E será que ver um ser vivo, enjaulado e infeliz, sem espaço e sem actividade nenhuma, é algo que seja agradável de observar? O que se passa na cabeça desta gente, que anda lá imenso tempo a ver o que esse animal faz e deixa de fazer e se é giro ou não, para eventualmente os comprarem?
Para quem não sabe, os animais tal como nós, sentem. Sentem medo, felicidade, prazer, angústia, dor. Fazem os ‘rácios’ deles, de acordo com o aparelho sensorial que têm, e criam, de acordo com o carácter de cada um (que, como o nosso também se vai afirmando, de acordo com os contextos e experiências que se vivem), uma relação particular com os vários intervenientes da sua vida.
Não simpatizo com quem vende animais. Acho que, a par de quem os vai lá comprar, são dos piores inimigos dos mesmos, e provavelmente da saúde e bem estar público. A culpa de tanta precariedade nesse universo de animais ‘racionais’ e de ‘não racionais’, é dessas pessoas de quem falei à pouco. Estes últimos, os lojistas, querem ‘apenas’ ganhar dinheiro à custa da exploração de outros seres vivos. E perturba-me isto ser legal, e viver num país insensível a questões como estas.
Se existem coisas que me estragam o dia é ter de ir a Baobab, à Agriloja (será que aquelas aves que têm à venda estão em condições legais? a mim, parecem-me ter pouco espaço.), à loja de animais do C.C.Rino e Rino, a qual, além de ter preços caríssimos vende aves exóticas (será isto legal?), e a pequenas lojas que tentam, tal como estas, vender animais apelando ao sentimento de pena das pessoas.
A minha proposta para as lojas de animais domésticos, começa por restringir estas apenas à venda de artigos para animais, e não à venda de animais. Isto porque acredito que a compra de uma animal deve ser de difícil acesso, restrita e exigente relativamente aos (futuros) donos.
Quem vende animais, devia ser um criador (sem olhar a raças), regulador e monitorizado por leis e uma ética rígida. O custo disto deveria ser impresso no valor do animal, de forma que fosse inacessível, o que obrigaria a uma atitude muito ponderada por quem os quisesse. A escolha do dono, mesmo assim, deveria ser feita com base em critérios firmes, tendo em conta as características de ambos os animais, isto é, o futuro dono e a companhia que procura. Os quais teriam de ser obrigatoriamente acompanhados por um veterinário, isto é, o tal animal não-racional, tinha de ser vacinado e analisado uma vez por ano. Sendo a analise também respectiva ao animal racional.
Isto saí caro, não é ? mas ter animais não é barato, nem é um acto de consumo.
É um compromisso e uma relação que se assume. Não é como quem compra um objecto qualquer por impulso e passado uns meses, porque já começa a ser um incomodo, deita-o fora. Nem uma compra, por ser coisa da moda, por ser ‘giro’ ter animais, e posteriormente só gostar deles porque têm comportamentos semelhantes aos humanos (coisa que é ridícula), ou por gostarem de nós ou não. Dificilmente vão gostar de nós como outro ser humano, por isso, para essas pessoas, saiam e vejam lá se arranjam é amigos. E alguns podem nem gostar muito de nós (que é bem provável). Mas quem gosta de animais, gosta e respeita o animal em si, não se ele gosta de nós ou não. São seres, em muitos aspectos, diferentes de nós.
Penso que se existisse uma lei que obrigasse a estes processos e monitorização, ia diminuir bastante o número de animais abandonados e a consequente necessidade de abate dos mesmos. Sem pensar já, nos que não o são e vivem em condições precárias e são mal tratados pelos donos.
Um conjunto de leis são necessárias para que, tal como nas relações entre seres humanos, exista uma salvaguarda a possíveis actos inconscientes, interesseiros, vigaristas e insensíveis por parte dos seus intervenientes. Com coimas elevadas, para quem não os respeitasse.
Relativamente aos animais que as pessoas não gostam de ter por companhia – os que gostam de comer – nem me quero aproximar. Já que as ressonâncias do que se passam ‘nesses lados’ são assustadoras.