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(quadros rígidos de BTT ! os de estrada ficam para quando comprar uma bicicleta dessas, coisa que quero fazer também)

Já na expectativa que me vá desiludir com o quadro da Prime que encomendei há uns dias (e que chega amanhã por acaso), vou reflectir aqui sobre outros quadros que já tinha colocado na minha lista e outros que excluí.

De facto ao inicio, queria este quadro:

Voodoo Erzulie

é um Voodoo Erzulie, porque era de aço (Voodoo Cromoly, que deve ser o cromolio? normal 4130 mas cortado de forma diferente), e têm um bom preço para o peso, excelente geometria para mim (adequada às suspensões que uso) e suportes para V-Brakes. Embora, lá está, a zona dos drop-outs me deixe sempre de ‘pé atrás’ com medo de tirar a tinta do quadro e este enferrujar.

Depois vi este:

Voodoo Wanga

Um Voodoo Wanga, que ainda é o quadro que quero mesmo ter. É mais caro que o anterior mas é mais leve e têm aquelas coisinhas de metal onde se encaixa a roda de trás que me deixam mais seguro. Mantém todas as vantagens do anterior também.
Quer goste ou não do quadro da Prime, mais tarde ou mais cedo, vai ser este o quadro que vou comprar para mim, mantendo a suspensão (a RockShox REBA que já tinha aqui falado) e alternando com um garfo rígido como o Surly Instigator.
Sim, é verdade, experimentei uma bmx à uns tempos e adorei a sensação que um quadro e garfo de aço me transmitem. Daí que não contemple aqui quadros de alumínio (igual ao que já tenho e ao da Prime), escândio, titânio (mas só por causa do preço) e carbono.

A Voodoo é uma marca americana, e para aqueles lados, pelos vistos há quem trabalhe muito o aço. Embora não tenham muita representação pela Europa, onde ainda existe alguma coisa da Voodoo, embora quem tenha contactado já me tenha dito que na Inglaterra o distribuidor da Voodoo já a tenha largado. Nos ‘states’ existem marcas como a Independent Fabrication (que constrói quadros à medida), Soma, Gunnar, Seven (sempre para o ‘caróte’), a Brooklyn Machine Works (já são quadros que não se adequam bem ao que quero agora, que é muito idêntico ao Cross Country), que por serem complicadas de arranjar aqui, dispendiosas de mandar vir e sem grandes vantagens a apoia-las (face ao que se arranja por cá), acabei por excluir. Sendo a única excepção a Salsa.
No canada, conheço a Dekerf, Kona, Cove (a Handjob :P) e Rocky Mountain. Sendo que aqui, tirando a Dekerf (ainda nunca vi à venda em loja nenhuma), tudo é comercializado na Europa, embora não goste da relação preço/recompensa destas propostas.
Em ambos os países devem existir muitas mais marcas que usam o aço.

Fica aqui uma foto de um quadro que sempre gostei da Brooklyn Machine Works:

Por cá, a proveniência dos quadros de aço vêm, até ver, maioritariamente da Inglaterra. Muitas já deixei de parte também, como o Charge Duster (deve ser dos quadros com uma ‘pintura’ mais gira que vi. EU ACHO! :P), Cotic Soul (o meu tamanho está esgotado, e uma medida para o tubo de direcção estranha…), Genesis Altitude 853, Orange Prestige e Orange P7, DMR Trailstar que embora tivesse ponderado bastante acabei por excluir devido quer ao peso como ao espaço para a roda traseira como à geometria corrigida para garfos maiores. Motivos que me levaram a excluir também a Dialled Prince Albert que ainda me deixou extremamente desapontado por não responderem a uma pergunta que lhes fiz sobre o quadro, coisa que no site deles parecem extremamente receptivos em responder. Ainda neste país, o On-One 456, que têm um bom preço/peso embora limitado na geometria e pior, está esgotado. Só em Dezembro. Pelo que já o excluí, sendo que este problema de stock parece ser normal em micro-fabricantes com produtos bom mas de poucas vendas, já que o mesmo se passa com a Cotic.


On-One 456, têm uma maior distância do eixo pedaleiro ao encaixa da roda de trás, o que me agrada

Também da Inglaterra, a Surly, que a nível de quadros, têm a Pugsley que me interessa imenso, mas só daqui uns tempos é que espero comprar um e rodas/pneus/garfo a condizer ;)

Surly Pugsley

Da Alemanha, só conheço a Zonenschein, sendo o quadro o Pyrrhon XCountry, que embora tenha um peso incrível, é caro de mais para o que quero dar por um quadro.
Em ambos os países, e provavelmente em muitos outros, devem existir mais marcas que fazem este tipo de quadro, e muitas devem faze-lo para quadros de saltos (os tais de Street e Dirt, como a DMR por exemplo), cuja geometria e peso não são os mais adequados aos meus interesses. Mas não sei onde se podem comprar nem tão pouco que existem.

Todos os que falei a cima, não me parecem ter vantagens face ao da Voodoo ou ao da Salsa (o Ala Carte que falei nuns posts atrás) que é a minha outra escolha. Todos são mais caros com excepção do Dialled Prince Albert e Genesis Altitute e/ou mais complicados de arranjar. Quase todos têm uma geometria que me agrada sendo que o ‘slooping’ (a inclinação do tubo horizontal, aquele que vai do selim ao guiador) muitas vez não é tanto quando queria, poucos têm angares do desviador traseiro substituível que me importa, não por razões de resistência, mas por causa da pintura. O que se tem tornado um factor de exclusão.
Sobre essa coisa do slooping, um quadro que sempre quis (já em alumínio) foi este Corratec SuperBow:

Corratec SuperBow
(se alguém souber onde se pode comprar só o quadro, que diga, ainda sou capaz de ficar pelo alumínio :P)

A Gary Fisher também tem quadros bons neste aspecto, mas não os vendem em separado.

Estou a basear esta compra na minha experiência, fisionomia, objectivos e em informação que fui lendo sobre materiais, tubagens e construções de quadros (que já me arrependi de não ter guardado para reler e postar aqui os links). Embora, toda esta informação seja inútil face aos poucos dados sobre os quadros fornecidos pelos fabricantes, como espessura dos tubos nos vários locais do quadro por exemplo (lembro-me que havia uma marca que dizia isto, tinha a ideia que era a Chumba Racing mas afinal não é). Também existem alguns mitos sobre algumas partes dos quadros que dizem torna-lo mais rígido como aquelas partes que unem as escoras traseiras ao tubo do selim (semelhantes ao quadro da On-One, 456) em cima e em baixo (junto ao eixo pedaleiro). Digo mitos, porque são coisas que quem experimenta (ou não) confirma ou desmente e parecem estar relacionados com um todo do quadro como a forma e espessura de cada tubo.
Cá está um exemplo dessas ligações que falei, no quadro da Nicolai (marca da qual gosto bastante, quando estou a sonhar :P):


e

Outros exemplos nos detalhes do Ventana El Chiquillo.

Existe ainda a forma do tubo que liga o eixo da roda de trás com o tubo do selim, já que dizem que em curva, como o deste quadro da gama Race da Lapierre (que não vende os quadros em separado), é mais confortável:


(Embora só tenha visto isto em quadros de alumínio.)

As secções do tubo que liga o eixo pedaleiro ao tubo de direcção também são alvo de alguns mitos. Há quem realce que uma secção elíptica perto do eixo pedaleiro e oval perto da caixa de direcção, permite maior resistência aos impactos da roda da frente e ao mesmo tempo mantém uma rigidez lateral elevada no eixo pedaleiro, o que por sua vez torna a pedalada mais eficaz. Aqui também é costume realçar a fina espessura do tubo que varia consoante o local, pelo que se concluí que tubos finos têm de compensar pelo tamanho. Contudo, quadros excelentes como os da Cannondale, não são assim. Preferem antes ter uma tubagem mais larga e sempre circular, e nunca ninguém se queixou de nada. Mais uma vez, tem mais a ver com um todo, do que um ou outro detalhe. O quadro Yeti Arc por exemplo, bem como os Lapierre Tecnic, têm uma forma peculiar perto do tubo de direcção. Será pura estética ou serve alguma função ?

Também os chamo de mitos (que felizmente, passam um pouco ao lado dos quadros de aço), porque não existem testes (à excepção de um site alemão que já não sei qual é também) que analisava a rigidez de alguns (pouquíssimos) quadros. E como tal, olhar para um quadro sob esse ponto de vista, é olhar informação que ninguém sabe bem interpretar. A única solução parece-me ser experimenta-los. Pior só mesmo a escolher um quadro de carbono.

Portanto, na conclusão da reflexão que fiz aqui, mais para dar um ponto final ao que tenho pensado ultimamente, no futuro vou andar em cima de uma Voodoo Wanga ou, caso não a consiga arranjar, de uma Salsa Ala Carte.

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