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Maverick

Há muito que ando para fazer algures um registo de marcas, que bastantes vezes são o nome do próprio fabricante/empresa, e que me despertam interesse.
Vou começar pela Maverick, que é lá das americas, no Colorado (aquele estado onde os habitantes da série South Park vivem :P. E onde o Dodge Challenger do filme Vanishing Point começou a sua viagem).

duc32
Maverick DUC32

A primeira vez que vi o que a Maverick fazia, só reparei nos garfos de suspensão, o DUC32 e SC32. Porque tinham – e continuam a ter – um peso impressionante para o curso que ofereciam, bem como um total de aspectos técnicos que as continuam a destacar, como o desenho invertido, o quickflip, a estrutura em H, e (grandes) cubos especiais. Na altura não achei nada de especial o sistema de amortecimento que tinham, o MonoLink. Mas cada vez que vejo uma(e tenho visto algumas ao vivo) mais reparo nos quadros e no sistema de suspensão traseira.

Maverick Durance
Maverick Durance, de notar na trazeira o desenho MonoLink

Ao contrario de alguns tempos atrás, já não me preocupo em “imaginar” como uma suspensão funciona ou não, prefiro testar e definir com base na experiência. Também não estou bem ocorrente da oferta actual dos outros fabricantes, porque como tem vindo a salientar-se por aqui, ando mais à volta dos quadros rígidos. Mas sempre que vejo uma (e refiro-me ao actual modelo Durance, já que antes tinham outros nomes), penso que seria algo a pensar quando quiser uma suspensão total. O quadro parece extremamente rígido (tem a suspensão integrada no quadro), a curva do tubo do selim (necessária ao design da suspensão traseira) parece-me proporcionar mais conforto. De resto, slooping excelente, bom peso, bom curso, e uma geometria boa para este tipo de bicicleta.

speedball R
Maverick Speedball R e respectivo controlozito no guiador

Um outro aspecto particular da Maverick são os tubos do selim Speedball R, com altura regulável em tempo real. Isto é, um cabo que liga o tubo de selim ao guiador e através de um regulador, permite-nos alterar a altura do selim. É bom para compensar as flutuações da posição ao descer, subir e andar em rectas, sem ter de parar. É também uma coisa que nunca tinha visto (mentira, uns dias após escrever este post tomei conhecimento do GravityDropper, que parece ser mais antigo. E após mais uns dias, estes Crank Brothers Joplin. Pensava que só faziam pedais..). Podem não ser leves, mas são muito úteis.

Penso que a única marca que com quem a Maverick partilha este sistema de amortecimento traseiro, seja a Seven, para quem quer titânio no lugar do alumínio. Se já não tivesse onde gastar dinheiro, era capaz capaz de me inclinar para a Seven Duo 5.0 :P

Seja o MonoLink uma coisa boa ou má (a mim parece-me mais para o boa só pela explicação do sistema, e acho interessante o facto do eixo pedaleiro estar nas ligações da suspensão), as partes e o “pacote” que a Maverick oferece ainda hoje me soa apelativo. Talvez quando andar numa mude de opinião. Ate lá, continuo a acha-la uma marca, sem dúvida alguma, muito interessante. Repleta de detalhes, curiosidades e surpresas, que estruturam o carácter funcional da proposta da Maverick. E sem a grande cortina de ‘marketing ranhoca’ (falso), como a Scott, Trek, Giant e Specialized, ou exemplos péssimos de vendedor de rua, como todas as marcas portuguesas (Vag, Órbita, Prime, Esmaltina, Sirla e afins).

E com isto, espero manter um registo do que era, por esta altura, mais interessante para mim, na expectativa que possa ser interessante para outros. E aprender uma coisita ou outra também.

One Comment

    • Mário
    • Posted Novembro 12, 2008 at 6:34 pm
    • Permalink

    Olá

    Andava eu a pesquisar na net artigos ou opiniões sobre a Maverick Durance e “esbarro” com o seu blog. Muito interessante e muito bem escrito. Acho deveras interessante a sua opinião sobria sobre a Maverick e cruel mas verdadeira sobre as demais. Concordo plenamente.

    Acabei de fechar negócio com a Loja BTTERRA na Batalha com o Gonçalo Casado que conduziu a negociação de forma objectiva e sem “tretas” do tal “marketing ranhoca” como o da Specialized por exemplo.

    Acabei de comprar uma experiencia … não uma Bicla.

    1 abraço
    Mário


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