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Slingshot logo

Demorou a lembrar, mas sempre consegui chegar ao nome daquelas bicicletas, que unem com um cabo de aço e uma mola, a parte de baixo do tubo do selim com o tubo de direcção. Ainda procurei por “Slipknot” mas depois lembrei-me que era uma banda, e lá surgiu Slingshot. As fisgas amAricanas :P, mais propriamente de Grand Rapids no Michigan, sobre a qual não tenho nenhuma curiosidade para contar a não ser que as piscinas ao ar livre estão abertas ao público. Agora já sabem! :P

Piadolas à parte, identifico-me imenso com a ideia por detrás destas bicicletas, e mantenho o mesmo entusiasmo e ânsia de ter uma Ripper. Tanta ânsia, que vou adiar a compra da Voodoo Wango, esperar mais um tempo (já que custa o dobro) e tentar de alguma forma comprar uma Slingshot Ripper aqui na UE… ou não! redescobrir a Slingshot trouxe-me algumas indecisões..

Li há muito que na génese da Slingshot está o Sr.Fisga (Mark Groendal) a andar na sua bike, ainda em tenra idade. Até que uma vez sente a ‘motocicleta’ mais suave e a amortecer as irregularidades do terreno por onde passava. Olhou para baixo, e reparou que o tubo de baixo estava quase partido ao meio. Gostou tanto da sensação (do tubo de baixo partido, não da tareia que deve ter levado dos pais por dar cabo da bike :P) que acabou por criar este tipo de bicicletas. Mas como li há muito, se calhar não é de confiar… encontrei à pouco este sitio com uma história mais como deve ser.

Slingshot
imagem ou do site da Slingshot ou do espaço no MySpace da Slingshot :P

Na Slingshot não existe assim tanta coisa para falar como na Maverick, já que a novidade reside unicamente no desenho particular do quadro. O sistema parece simples e a vantagem é a acumulação de energia e consequente aproveitamento da mesma no acto de pedalada, denominado de Sling Power. Como com as Maverick, gosto mais de uma observação empírica para falar da eficácia. E tal como nas Maverick, no papel, as Slingshot soam muito bem. Mas é difícil de compreender exactamente o que é isso do Sling Power, porque remete a um ponto morto que se observa ao pedalar num quadro normal, e como todos temos um quadro normal, não sabemos bem o que é esta coisa de ponto morto na pedalada, nem que raio de diferença será essa.
O ponto morto é bem óbvio até ! ‘dá-se’ quando os pedais se encontram todos na vertical: um completamente em cima o outro em baixo, onde é impossível transferir energia. Encontrei ainda outra empresa que já conhecia há uns tempos, mas tinha caído no esquecimento. A Rotor (estes já não são amaricanos, são mesmo aqui ao lado, de Espanha) tem uns pedaleiros que ajudam a resolver esse problemas e trazem benefícios ergonómicos também, tal como as Slingshot, já que parece prevenir a tendinite e lesões nos joelhos.

Slingshot quadro
imagem ou do site da Slingshot ou do espaço no MySpace da Slingshot :P

Imaginar a ‘fisga’ a funcionar já é mais simples (ou não, só vendo mesmo). Já que uma mola a comprimir e expandir é coisa que toda a gente já viu, e é fácil perceber que esta mola vá agindo assim ao pedalar e a suportar impactos, fazendo oscilar a roda de trás para trás e para a frente e compensando assim o ponto morto nos pedais.
Mas a verdade é que não consigo ter uma ideia exacta de como é que isto, de facto, funciona. Será que a traseira anda para trás e para frente de forma brusca ? o pedaleiro flecte muito ? a parte da frente anda desalinhada da parte de trás ?
Nos fóruns e testemunhos da mtbr.com dizem que isto tudo funciona muito bem (tirando uma ou outra pessoa), não se sente perda nenhuma de energia, muito pelo contrário; e é rígida como todas as outras bicicletas. A BikeRadar têm uma boa análise da versão 29er a FarmBoy aqui. Mas para gente como eu que só ligam à própria experiência, penso que são estas dúvidas e a vontade de obter a performance tão prometida pelo sistema da Slingshot, que me fazem querer ter uma.

Relativamente ao conforto deste sistema, que fica enquadrado naquilo que se chama de caudas-suaves (soft tails :P), acho muito dúbio, já que o tubo do selim fica preso as escoras traseiras e deve apanhar com o impacto todo, reflectindo-o no ‘rabito’ e costas como qualquer outra cauda-dura :P (hardtail). Mas não é objectivo da Slingshot que os quadros sejam o paradigma do conforto.

Existe ainda outra marca, do mesmo senhor que esteve na génese da Slingshot, são as ERB, Energy Return Bicycles. Sendo que a única vantagem, assim por alto, me parece ser mesmo o conforto, já que o espigão/selim não têm qualquer ligação com as escoras traseiras e logo não balançam com estas.

ERB, Energy Return Bicycles
imagem roubada do site da ERB

Resumindo, é daqueles quadros que estou mesmo disposto experimentar, ao ponto de arriscar comprar um, mesmo sem fazer um testride (já que nunca vi nenhuma em Portugal). Se a pedalada é mais eficaz, a geometria é boa, o peso é normal (não são os quadros mais leves do mundo), e traz benefícios para a saúde, para mim é o suficiente. Só fica a faltar o conforto.

Slingshot
imagem ou do site da Slingshot ou do espaço no MySpace da Slingshot :P

Espero que este post traga a marca Slingshot para a língua portuguesa, já que era capaz de ir a qualquer ponto do pais só para testar uma e eventualmente comprar. Espero também que venha a suscitar o interesse e a mesma curiosidade que eu para que um dia todos a possamos experimentar.
No site da Slingshot reparei em dois distribuidores europeus na Itália, Suécia e Alemanha, mas nos sites destes distribuidores não dava para ver os vendedores aos quais distribuem (ou fui eu que não me esforcei assim tanto..). Se alguém souber, que diga! Se alguém tiver uma, que fale também da sua experiência :)

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