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A Cannondale vai finalizar por agora esta série das bicicletas espectaculares. Não é por nenhum motivo especial, foi a que calhou. Existem outras marcas que gosto e que introduzem aperfeiçoamentos e pequenas inovações ao que produzem, seja a aspectos determinantes do design ou manufactura de um quadro, os materiais aplicados, a introdução de suspensões ‘proprietárias’, sistemas de amortecimento particulares e patenteados, pesos mais baixos, etc. Não são inovações substâncias, ou significativamente diferentes para as listar, mais significativa terá sido certamente o pneu como o conhecemos hoje.
Vou finalizar este conjunto de registos, por agora, porque não conheço mais nada de significativo, e as que conhecia já ‘cá cantam’. Já não estão somente na minha memória. Quando conhecer outras, logo volto com isto.

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Lefty. Foto de RoRRo

A Cannondale também é das “americas”, da Califórnia. Também é, como mais uma centena de outros fabricantes, gente obcecada com testes de produto. Afirmam, tal como essas outras centenas, que sabem que as bicicletas deles são as melhores porque as testam juntamente com as da concorrência. Gostam de afirmar que têm laboratórios supersónicos, os melhores engenheiros do mundo e que é tudo gente muito simpática e especializada que, por acaso, também adora andar de bicicleta. Os últimos de que li viverem nessa Alice do País das Bicicletas, foi a Cérvelo (e penso que ainda devem ter isso no site). Acho que são textos disparatados mas que imprimem confiança a quem quer acreditar neles. E até é natural para uma industria que teima em deixar lacunas imensas do que toca a informação empírica, com aquela coisa chamada de ‘sustÂncia’ no que toca a vantagens dos respectivos produtos. Um outro bom exemplo (entre centenas) é a Nicolai, que não faz muito uso dos textos, mas sim de uma abordagem fotográfica. Funciona, e eu gosto de ver os quadros assim. Só ainda não percebi é porque raio é que ninguém faz o mesmo que eles.

Voltando aos Sr. da Cannondale. O que acho de significativo são somente os garfos de suspensão que eles fazem. Não só são mais uns. São diferentes de todos os outros não só em aspecto mas também em características. Dizem (as pessoas que os têm e testam) ser eficazes, apresentam uma relação invejável de peso/resistência e expressam uma atitude simples e simultaneamente diferente de se estar numa bicicleta, e de uma suspensão estar numa bicicleta.
Penso que a beleza das Lefty e Super Fatty Ultra da Cannondale resida nessa coisa de se ser eficaz com simplicidade. O senão é que só funciona em quadros da Cannondale ou outros feitos a pensar especificamente no diâmetro que os tubos têm. Não conheço nenhuma marca que faça isso, mas pode-se sempre fazer por medida (penso eu) nos locais onde isso é possível.

Relativamente aos quadros, sou admirador dos rígidos. Embora dificilmente os fosse comprar (porque não gosto de quadros de alumínio). Os com suspensão já não admiro assim tanto, ou nada na maioria dos casos (com excepção da Scapel), em grande parte porque não sou grande adepto de “single pivots”. Por isso fica aqui o apelo aos restantes fabricantes, façam lá uns quadros em que se possa escolher um tubo de direcção com o mesmo diâmetro das ‘headshox’ da Cannondale! Já que existem bastantes rodas para as Lefty. E sim, é outro senão. Os cubos têm de ser diferentes nos normais. E como é normal a caixa de direcção também é diferente. Alias, um dos argumentos da Cannondale é que ter a suspensão, eixo, caixa de direcção e direcção integrados, aumenta a rigidez e força do material, diminuindo o peso. E de facto a Lefty Speed Carbon SL é impressionante, 110mm, 1.2kg.
Já estou farto de olhar para uma Cannondale e ficar com inveja dos garfos que lá estão. Quero um!

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Cannondale F2 c/ Super Fatty Ultra. Foto roubada do site da Cannondale

De facto, um dos problemas de todas estas marcas sobre as quais tenho escrito por aqui, é que está tudo circunscrito a quem detém a tecnologia e inovação. Tudo se vai apoiando na incompatibilidade, e dizem: ‘se queres a porta, vais ter de comprar a casa toda’. Que contribui apenas, “IMHO” (que nem é assim tão humilde quanto isso :P), para um retrocesso naquilo que é a experiência de andar de bicicleta de toda a gente. É profundamente negativo.

E afinal não vai ser a Cannondale a finalizar esta série, lembrei-me agora de outra marca (não digo qual é! talvez assim venha cá mais gente na expectativa de saber! :P), mas deixei à mesma aquela primeira parte, nem que seja para me lembrar que já estou um bocado cansado de registar estas memórias e crenças por aqui. Bem como do mercado de brinquedos-bicicletas.

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