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Não gostei muito do Festival Bike. Nunca fui a nenhum, mas este não me convidou a voltar para o ano que vêm. E só irei se tiverem mais marcas representadas.
Na sexta feira, conforme prometi a mim mesmo, lá fui eu todo contente a caminho desse paradigma da cidade contemporânea, chamado Santarém. Chegado lá, a entrada estava encerrada e tivemos de ir por outro lado, e qual é a minha surpresa, não é que que haviam mesmo sinalizações em todo o caminho ? Afinal, alguma coisa funciona por aqueles lados.
Nunca tinha ido ao CNEMA, e à primeira vista também não impressiona mas têm um tamanho considerável e logo à entrada via-se uma pequena lona do Forum BTT e uma grande tenda improvisada, onde andavam alguns praticantes de Dirt e BMX em rampas montadas para o devido efeito. É simpático, mas não é uma amostra do que se passa dentro da exposição.

Lá dentro, embora a pequena conversa com os distribuidores da Yeti (não tinham a ASR 7 em exposição) e Nicolai, que foi bastante agradável – já que me deixou mais próximo de duas marcas que gostava -, o restante era uma mistura entre stands de algumas marcas (/ distribuidores) como a Scott, Mondraker, Orbea, Specialized, Marin (espaço muito agradável), Giant, Merida, Coluer, Kuota (mal se via), Corratec (gostei!), GT, KTM, Massi e MSC (de momento, não me lembro de mais nenhum); stands de distribuidores como a Bicimax, com representações da Trek e Gary Fisher; e stands de lojas que, na melhor das hipóteses tinham lá algumas bicicletas, roupa e componentes à mostra/venda. As outras não cheguei a perceber o que estavam por lá a fazer.

Gostei de alguns stands de marcas e distribuidores, porque embora vá acompanhando as novidades de várias (quase todas) as marcas e já conheça de antemão os modelos novos e a tecnologia que os acompanha, lá, sempre reparo em mais uma coisa ou outra, ou surgem alguns modelos de uma marca ou outra que não estou tão familiarizado e que acabam por me despertar a atenção. A oportunidade de falar com os representantes de cada marca e ver as bicicletas e componentes de perto é sempre positivo. Mas lojas ? o que raio é que estão lá a fazer ? têm uma postura de quem está a ‘amostrar’ o material que têm mas que também não se importavam de vender, o que é uma experiência constrangedora para quem quer andar, com calma e em paz, a ver o material que têm exposto. E a presença destas lá, para mim foi além de negativa, dissuasora de lá voltar mais uma vez.

Mas não foi só por elas que não gostei muito do Festival Bike 2008. As marcas que lá estavam eram pouquíssimas, vi lá um stand da Campagnolo, mas a Shimano e SRAM não estavam lá com tudo o que fazem (e é muita coisa). Ninguém representa a American Classic, Mavic, Fulcrum, Crank Brothers, Reynolds? Ninguém convidou quem quer que seja, para mostrar marcas como a Slingshot, Softride, Titanflex, Voodoo, Surly, Kestrel, Salsa, Niner, Ventana, Ellsworth? Ninguém se lembrou de demonstrar o novíssimo Truvativ Hammerschmidt? A Rohloff onde estava? A Orbea tinha num expositor o modelo Diem, que vinha equipada com uma transmissão interna Shimano Alfine. ‘Bicho’ esse, sobre o qual ninguém pode saber nada, já que a Shimano não parava para aqueles lados e os senhores que lá estavam, na Orbea, também não estavam muito inclinados para o explicar.

Vou a um evento destes à espera de ver coisas que são novas e ‘despertares de atenção’ para novas tendências e tecnologias. Vou à espera de ver representantes, e não lojas, a demonstrar essas mesmas novidades. Mas de novidade lá, para mim, não havia nada. Só autocolantes e mais autocolantes de marcas diferentes e tubagens com formas e cores diferentes. E é por isso que é o festival dos senhores que vendem brinquedos. É tudo uma questão de entretenimento e fetiche de formas e cores, os quais se denominam leviana e incorrectamente de design, sabe-se lá para quê.

No dia em que fui lá (dia 7), só vi pessoas a testarem a bicicleta no interior da exposição, coisa que achei disparatada. Mas hoje (dia 10), vi fotos de pessoas que testaram a bicicleta na rua, num local com relva e algumas escadas, que penso ser atrás dos pavilhões da exposição (de noite não se viam muito bem). Mas já que fizeram rampas para Dirt, mais valia fazer um circuito fechado de terra batida, com pedras, raízes ou algo de género, pequenas rampas, e subidas e descidas. Porque aí seria o único local onde se podia fazer um test ride para a maioria das bicicletas que lá estavam (BTT), sendo que percurso para estrada e pista de BMX e Dirt já havia.

E prontos, é a minha ‘apreciação’ do Festival Bike 2008, algumas fotos do que ainda me conseguiu interessar aqui ou aqui (para quem prefere ver fotos no Picasa).

ah! a comida lá é cara.

Para opiniões contrárias:
Portugal em Directo pt.1 e Portugal em Directo pt.2

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