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Já sabia da Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais, que está a decorrer até ao dia 16 em Alcobaça, há uns tempos. E já há uns tempos que ia pensando se valia a pena ir a um local e gastar dinheiro para coisas que me fazem mal e que se evaporam enquanto “o diabo esfrega um olho”. Mas lá acabei por ir, até porque é perto e, por aqui, existe pouca coisa para ver/fazer à noite.

Fico sempre com uma sensação pálida ao sair de um evento destes. E refiro-me, para não haver interpretações erradas, ao universo pequeno de eventos não académicos que visitei, que inclui somente o Festival Bike 2008 (:P).
E pálida, porque se limitam a ser um ‘ajuntamento’ de lojas e mosteiros (neste caso), que ficam lá com uma paciência de santo e uma enorme apatia, à espera que alguém se apróxime do seu espaço, momento o qual torcem com toda a vontade do mundo para que o sr. freguês queira alguma coisa, o que é inadvertidamente expresso no rosto de cada um.
Infelizmente, essa postura não fica só com eles e não me passa despercebida. Talvez estejam a tentar fazer justiça à tal ‘Mostra’ que o titulo do evento sugere. Mas o que é certo, é que a cada evento que vou – e comecei a visita-los à pouco tempo -, mais aguço o apetite na procura de uma experiência particular para trazer como recordação. Um registo diferente, que de facto associe a um momento único do ano. Provavelmente o que ando à procura e o que gosto também, são das experiências que uma instalação, aquelas do género das que aparecem em alguns museus ou qualquer outra pensada para emitir qualquer tipo de mensagem ou sensação, nos transmitem.

No caso desta mostra de guloseimas (não ligo muito aos licores), trago apenas uma ténue lembrança da dimensão, pequena em tamanho mas grande em expressão, do homem no mosteiro. E, pelo menos para mim, esta mostra só faz sentido por causa do monumento que a envolve.

Podia ser diferente. Mas para isso, quem estivesse lá não podia ser tão apático, não se podia limitar a levar a ‘tenda’ atrás e a esperar pelo ‘freguês’; e tinham de criar dinamismo seja de que forma fosse, mas sem invadir o espaço do visitante – que é coisa que prezo muito. E o mesmo acho da organização que tem igual responsabilidade.

De resto acho a ideia muito boa, o local é ideal, a sinalização é descontextualizada mas funciona, e de facto conhecem-se guloseimas que não se vêm muito por aqui. E visitantes lá não faltam para justificar esse empenho que gostava que, quer organizadores como lojistas/mosteiros demonstrassem. O que não se justifica são os preços, que são talvez o grande factor para que, muito provavelmente, não volte lá para o ano.

Quanto a sugestões para guloseimas, existem tantas e tão boas (embora sempre no mesmo tom de ovos, amendoas e chila – pelo que vi), que deixo isso ao critério de cada um.

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