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Antes, quando só ocupava o lugar de passageiro no automóvel, não gostava de carros nem de quem fazia girar a sua vida em torno dos mesmo.
Hoje continuo a não gostar dessas pessoas – e são bastantes -, mas acabo por ir gostando cada vez mais de conduzir, e a pouco e pouco, lá vou criando o meu nichozito na condução, reflectindo aí um pouco da minha vida.

É verdade que continuo a não gostar do carro-publicidade-individual; do carro cara-de-qualquercoisa; do carro “carapau de corrida” com um tubo da canalização em lugar do escape e uma discoteca lá dentro; do carro que traz o quarto + sala de estar + casa de banho + o gosto ‘artístico’ do dono para a rua; do carro quero-à-força-ser-grande; do M3/AMG-dos-40km-casa-trabalho; do carro-que-diz-que-sou-rico, e afins. Não tenho nada contra eles, mas estava a mentir se dissesse que os adoro ou que a existência destes era saudável.
Tenho vindo sim, a ganhar uma simpatia por carros musculados americanos. Mas sinceramente só gostava de ter um para fazer viagens muito longas, tipo a travessia de um continente (de preferência com poucos limites de velocidade). Para depois vender e comprar outro, quando quisesse atravessar outro continente qualquer.

Agora, embora seja muito engraçado falar dos meus objectivos/sonhos, a verdade é que escrevi este post porque não me agrada nada, ao contrário do que acontece no ciclismo, da ausência de informação, divulgação, hábitos, locais de venda e disponibilidade para a aquisição de peças (sem ser a porcaria dos ‘alerôs’, jantes ‘especiais’ e os tubos de escape maiores do que o carro).
Coisas que me deixam frustrado, em altura de substituições, de não ter a oportunidade de comprar peças melhores do que as que vinham de origem do automóvel, com a excepção dos pneus. Acho que, por exemplo, devia poder optar por travões melhores e mais leves, ou jantes mais leves (e não mais giras), que levassem o carro a consumir menos. Ou outras peças, com materiais melhores, mais leves e mais duradouros.
Por outro lado, não sei se esta falta de opções não será mais uma falha das oficinas, que também não se interessam muito pelo assunto. Ainda gostava que me dissessem as diferenças entre várias suspensões, e o efeito que têm na condução. Gostava ainda que me indiciassem o peso das mesmas, e aproximadamente, os km que duram. Mas o ‘isso anda tudo pelo mesmo, mais coisa menos coisa’, é a resposta mais comum. Isto para nem falar da escassa informação sobre pneus e ainda outras ausências, como por exemplo o preço dos motores que equipam ou poderiam equipar os automóveis com que andamos.

A ideia que tenho é que o mundo automóvel é o mundo das marcas automóveis, preços ridículos mas socialmente aceites e pouco mais.
Sendo este ‘pouco mais’, talvez totalmente composto por fanáticos de rodas largas, com grande diâmetro, pneus de baixo perfil e uma determinada estética que acham que os carros devem ter.

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