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Não sei se me vou repetir neste post, até porque nunca mais li o que escrevi anteriormente sobre a essa amalgama de valores e tentativa de perpetuação de sexo forçado, denominada de família.

Se, essa vontade de sexo forçado – aquele que é do dever e obrigação dos elementos do ‘casal’ – fosse a razão deste post, era a pessoa mais feliz do mundo, tal era supérfluo essa coisa da família. E também ficava contente se fosse sobre o resumo dos documentários do National Geographic e dos restantes canais para as crianças que querem ser adultos à força, que nos dizem que isto tudo é para perpetuar a espécie. Se fosse só isto, o mundo era, sem sobra de dúvida, um lugar melhor.

Mas o que é certo – e a família tem a particularidade de ser um assunto, tal como a religião, que se for bem analisado, revela uma perversão assustadora -, é que a família tem uma função de estratificação e ordenação social. Isto é, desde cedo, se impõe que os mais velhos têm mais (ou total) poder, respeito e credibilidade face aos outros elementos mais novos. Não falo de crianças com menos de 15/16 anos, com é óbvio. Falo em idades superior a estas.
Aspecto que, só por si, não favorece em nada a produtividade do país. Já que mesmo com 20 anos de idade, se tratam essas pessoas – as mais novas da família – como crianças. Um aspecto que é aliás, favorecido pelo ensino, pela pouca responsabilidade que delega a cada uma dessas tais crianças.

O mal – que só pelo aspecto acima descrito, já sairá de uma mera opinião – começa por aqui, mas propaga-se durante mais tempo, com a aplicação do mesmo descrédito a quem se lança no mercado de trabalho. Tentando até imprimir-se um criancice à força, a essas pessoas que começam a laborar, para as mascarar de ineptos sociais. Um atitude que combina na perfeição, com a própria educação sem responsabilidades que lhes foi imposta.
E este é mais um ponto para o lado do retrocesso e perversão social (e por favor, não entendam a palavra ‘perversão’ como se de um contexto sexual se tratasse) levado a cabo pela família.

Para mim, e nem importa dizer a minha posição no mercado de trabalho, isto é um factor decisivo para um insucesso, um ‘fecha portas’ real, que todos os dias põe em causa o meu meio de subsistência. Facto esse que, embora escrevendo suavemente sobre ele, acarreto com grande peso (ou será rancor?) todos os dias.

Um outro ponto que a família adiciona a esse retrocesso e perversão social, é um efeito secundário do primeiro. Ou seja, por os valores da família estarem de tal forma vinculados à nossa sociedade, sendo parte da vida da grande maioria dos seres que por cá abundam (e já são demais), acabam também por ser o dia-a-dia dessa massa abundante. São intrigas, amores, ódios, paixões e fantasias e, mais importante, são também assunto de partilha e amizade nas conversas desse mesmo dia-a-dia. Conversas que criam empatias, laços de amizade e confiança, sensações de credibilidade e segurança e, isto tudo, pela mesma ordem hierárquica definida no próprio seio familiar. Sendo que, até se poderá achar piada a alguém que, numa família seria dos ‘mais novos’, admirar essa mesma ideia de família sem ter ‘contraído matrimónio’. Coisa que até merecerá a confiança de alguns benefícios, por parte dos mais velhos.

Para mim, que não abraço esses valores e não consigo ser falso quanto a isto, a oportunidade da criar esses laços de confiança, credibilidade e até de amizade, são completamente postos de parte. Coisa que também me prejudica, e muito, no dia-a-dia. Prejudica de tal forma que penso que, aos olhos da sociedade, quem não abraça esses valores, é olhado com tanto ou mais preconceito e descrédito como quem gosta de alguém do mesmo sexo.

E o sr. leitor pode perguntar: mas, para o dr.kosmos, os homossexuais são piores ou melhores do que quem não gosta dos valores familiares? Acha ‘mau’ alguém que é homossexual ?
Claro que não, os homossexuais são, como é óbvio (e não é para alguns, pelos vistos), iguais a toda a gente. Mas a razão pela qual escrevi este post, é que muito se fala do direito da homossexualidade – e com razão -, mas sobre quem não abraça os valores da família e está sujeito ao mesmo escárnio social (daí a comparação), nunca se abre a boca. Será que, por estar tão enraizado (até na luta dos direitos dos homossexuais), ninguém dá conta?

One Comment

    • camila
    • Posted Setembro 11, 2009 at 9:55 pm
    • Permalink

    porque tanta aversão à instituição família? foram decepçoes pessoais?

    pode até ser que algumas pessoas sejam preconceituosas, mas, quanto a mim, apenas fico triste, pois, embora tenha tido uma família problematica, nunca deixei de sonhar e realizei meu sonho de fazer diferente quando chegasse a minha vez.

    vc nao tem que se preocupar com o que os outros vao pensar, falar ou sentir… mas deve buscar conhecer melhor a si mesmo, ao mundo que o rodeia e as razoes da vida, do ser, do existir.

    vc acredita que ha algo mais, vida apos a morte, um ser criador do universo?

    Deus te abençoe!


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