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Fase 2: Decapagem

Fase 2: Decapagem

Já não tocava neste quadro há imenso tempo. Esta é, como já saberá quem acompanhou o post anterior, a Confersil SM Flyer após umas 7/8 horas agarrado ao berbequim com umas brocas curiosas de palha de aço e não sei quantas folhas de lixa. Como se verá mais adiante, devia ter incluído algum tipo de liquido decapante, porque quer a lixa como o berbequim e as suas brocas maravilhosas, não conseguem chegar a todos os cantinhos e pequenos defeitos dos tubos. Fica para a próxima, já que terei de arranjar outro quadro, com um tubo horizontal de 56cm. Este é mais pequeno, mas também não há problema, já que assenta muito bem à Dra. Kosmos.

Fase 2: Decapagem

Fase 2: Decapagem

Detalhes como o seguinte, requerem bastante tempo para ficar isentos de tinta antiga e é curioso que sem tinta ganham mais destaque. Um outro aspecto interessante do quadro, são as zonas das soldaduras, que têm um tom dourado. Que material é aquele?

Fase 2: Decapagem (Detalhe de detalhes)

Fase 2: Decapagem (Detalhe de detalhes)

Cá está de novo o dourado das soldaduras (é mais vivo na realidade) e o número de série da bicicleta, que nem sequer tinha reparado lá estar.

Fase 2: Decapagem (Detalhe, nr. série)

Fase 2: Decapagem (Detalhe, nr. série)

Este tubo, abaixo, deixou-me preocupado, já que aquelas manchas pretas parecem ser ferrugem ou qualquer outra coisa que me diz para ficar preocupado. Não poupei lixa em cima deste local mas fico à mesma com as minhas reservas sobre os problemas que isto possa vir a dar no futuro.

Fase 2: Decapagem (Detalhe da ferrugem?)

Fase 2: Decapagem (Detalhe da ferrugem?)

Nas duas fotos abaixo, é possível ver porquê que um berbequim e lixas não chegam para decapar um quadro a 100%. As imperfeições dos tubos aliadas às formas inacessíveis são uma dor de cabeça. Não se consegue remover a tinta que já lá estava. Isso foi o melhor que consegui fazer. Deu tanto trabalho que resolvi desistir por ali. Será que um liquido decapante, isto é, alguma forma de decapagem química, conseguiria resolver esses artefactos?

Fase 2: Decapagem (Detalhe de restos de tinta)

Fase 2: Decapagem (Detalhe de restos de tinta)

Fase 2: Decapagem (Detalhe de restos de tinta)

Fase 2: Decapagem (Detalhe de restos de tinta)

E pronto, ‘resolvida’ a fase anterior passei para a aplicação do primário de base acrílica (existem outras?), não sem antes passar um algodão com álcool do quadro para o limpar e remover a gordura que lá pudesse estar (remover a gordura é uma sugestão da própria marca que faz o primário, limpar com álcool foi uma sugestão que retive de algum site…). Nas seguintes fotos estão aplicadas duas demãos, embora a primeira tenha sido mais uma ‘achega’, muito envergonhada, da tinta ao quadro. Daí que ainda vá lixar esta demão, com uma lixa suave, e aplicar outra de seguida. Mas isso só será no próximo fim de semana, onde espero também conseguir espalhar a tinta uniformemente a todo o quadro que (nas fotos dá a ideia de estar melhor do que está na realidade), pelas condições onde o faço, sujeitas a algum vento e, por ser a primeira vez que estou a pintar alguma coisa com spray, já se tornou claro ser algo difícil de conseguir.

Fase 3: Primário

Fase 3: Primário

Fase 3: Primário

Fase 3: Primário

Até ver, as minhas observações sobre este processo estão ainda confusas. Por um lado é um processo que me familiariza com o quadro, por outro, será que gosto mas de passar o meu tempo a restaurar um quadro ou a ‘andar’ nele? É verdade que gostei destes passos que dei até agora, mas também só tive motivação para ir avante com este restauro porque o tempo (aquele que diz se chove ou faz sol) não me motivou muito para sair. Será que vale a pena este envolvimento todo mas sem, de facto, saber bem o que se está a passar, principalmente no que toca à pintura? Por outro lado, a aprendizagem começa sempre nalgum lado..

Relativamente a cada passo, acho que a decapagem é muito morosa e cansativa, o que talvez fosse mais suave com um liquido decapante. Supostamente com as ferramentas certas, embora demorado, é um processo fácil. E gostei de ver o metal com as soldaduras à vista.
A pintura é mais rápida, embora no seu total acabe por demorar tanto ou mais que a decapagem devido ao tempo necessário entre cada demão (nesta tinta, sprays Motip, que arranjei no Aki, é de ~2h30m). Contudo, parece ser difícil pintar com uniformidade, e nem sei se uma lata de spray é a melhor forma. Mas gosto mais desta fase, talvez por não ter de mexer muito na tinta nem usar catalisadores nem nada disso. É só apontar, fazer pressão, pintar e ver o quadro a ganhar uma nova vida. Talvez para o próximo quadro, se vir que merece a pena, compre uma pistola de ar, o tal de primário de dois compostos e outro tipo de tinta (os quais nem sei onde se vendem). Ou então procurar alguém que faça isso todos os dias e poupar algum do meu tempo.

…entretanto, ao ler este post e o anterior, apercebi-me que me esqueci de pintar o garfo :D. Fica mais uma tarefa para o próximo fim-de-semana.

One Comment

    • lucas
    • Posted Janeiro 24, 2010 at 11:21 pm
    • Permalink

    e presiso pasar o celador


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