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No post anterior referi que existem algumas marcas que vendem os seus próprios produtos, como se fossem alguns anjinhos que andassem para aí a dar realmente uma oportunidade a quem quer pagar o menos possível – e muitas vezes, mais rapidamente -, por produtos que já conhece, pesquisou e escolheu. E isto é muito ingénuo porque, a verdade é que todas essas marcas que conheço, vendem todas os seus produtos ao mesmo preço que se encontram numa loja, outras até vendem mais caro. Um bom exemplo são os sapatos da marca Fly London, que comprados na Amazon ficam bem mais baratos (com portes).
Não percebo porque é que os sapatos dessa marca são mais baratos na Inglaterra do que em Portugal, quer no site da marca como em qualquer loja que os venda. Afinal, se quiser comprar online, directamente da Fly London, os sapatos estão lá na fabrica, não lhes foi adicionado nenhum valor relacionado com transporte, nenhum lojista colocou lá a sua (ou definida pela própria marca) margem.
Mas a verdade é que os Srs. da Kyaia ou de qualquer outra empresa/marca, não iam andar a ‘quilhar’ os seus amiguitos lojistas ou qualquer outro intermediário que exista pelo meio.

Por isso, o problema de não passar ao lado de toda a cadeia comercial, para obter produtos a preços mais realistas e num prazo mais curto, não é da belíssima ideia das marcas venderem os seus próprios produtos ou da inexistência destas. O problema esta na forma como estas marcas – mas também se aplica aos distribuidores – querem que os negócios se efectuem. E estes, embora não prejudicassem em nada o fabricante se o consumidor final lhes comprasse os produtos ao preço que vendem ao distribuidor/lojista, quer as marcas como os distribuidores, preferem antes não dar qualquer saída ao consumidor, obrigando-o a alimentar desnecessariamente uma série de pessoas e a diminuir cada vez mais o poder de compra, pondo em causa a própria liberdade de escolha e opções que cada um deveria ter à disposição, pelo menos a nível financeiro. Se não vou – ou não quero – usufruir dos serviços de uma loja e distribuidor, porque tenho de os pagar?

Não digo que a forma como compramos actualmente seja errada, se não fosse assim, com essa óptica de venda em massa e muitas vezes por impulso, os preços até seriam mais altos. Mas correcta não será, de certo, para todas as situações. E não sei porquê, mas sempre que vou comprar coisas que saiam da rotina, deparo-me sempre com elas.

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