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Nestas últimas semanas andei envolvido na pesquisa para a compra de uma câmara fotográfica que pudesse andar sempre comigo, fosse discreta e pequena mas que me proporcionasse o mesmo controlo manual da Fujifilm Finepix S9600 ou da Nikon D200. E como tal, resolvi fazer um post com algumas conclusões.

A razão de procurar outra câmara quando já tenho essas duas, é devido ao facto de ambas serem grandes, e a Fuji anda sempre com a Dra. Kosmos. A D200 é enorme e com qualquer objectiva fica a pesar mais de 1kg, não passa despercebida a ninguém e para fotografar em ruas e locais com muita gente (ou pouca também) é desapropriada.

Após dar uma vista de olhos a todas as câmaras digitais disponíveis actualmente e também as antigas – com excepção das point’n’shoot automáticas -, e ponderar bem os prós e contras de cada uma (incluindo preços), restringi a minha selecção à Canon S90, Panasonic Lumix LX3 e Canon G11.
Dei também conta de um ‘novo’ tipo de câmara digital, que é um revivalismo das antigas rangefinders cuja referência actual, no mundo da fotografia digital (e analógico), são as Leica M. De facto, nem são novidade nem são rangefinders a sério como é o caso das Leica M. O que a Panasonic, Olympus e Sigma tentam fazer é uma interpretação da ideia de uma rangefinder, mas sem o rangefinder :P. O que é bom.

Essas câmaras são a Panasonic GF1, a Olympus E-P1 e a Sigma DP1. E fiquei surpreendido pelo simples facto de existirem, pela excelente ideia de fazerem uma câmara portátil, com um sensor grande, com uma qualidade de imagem igual a uma dSLR e com um tamanho pequeno, portável e discreto. Uma outra surpresa muito agradável são as objectivas que foram feitas para essas câmaras, principalmente as panquecas de distancia fixa, como a Panasonic/Leica 20mm f1.7, que além de ter uma boa qualidade óptica, é leve e principalmente, pequena.

De facto, as Canon S90, a G11 e a Panasonic LX3 são uma espécie de objectos actuais que ao lado destas novas ‘rangefinders’, representam também o passado. E isto é assim porque estas câmaras ambicionam ser aquilo que a GF1, E-P1 e DP1 são. Têm sensores pequenos, objectivas embutidas, tamanho ainda mais pequeno e sobretudo, são muito mais baratas. Mas quem as compra, o que vai mesmo à procura é de um objecto com mais qualidade de imagem. E esses objectos, agora existem. Embora excluísse, desde já, a Sigma DP1 porque foca incrivelmente lento e a qualidade de imagem, embora muito boa até ISO400, a partir daí é tipo uma compacta com sensor pequeno.

Daí que, muito embora goste IMENSO da S90, G11 e LX3, achei que não valiam o preço entre 350 e 430€ (Canon G11, em www.andorrafreemarket.com, se não me engano). Por acaso, até tinha excluído a S90 e LX3, porque não têm LCDs articuláveis que uso muito, e a LX3 tem controlos horríveis – em forma de joystick – para quem se farta de usar o modo manual e de prioridades. A Canon G11 tem ainda uma objectiva pouco luminosa para o preço (e a luminosidade para mim é fundamental, já que tiro muitas fotos com pouca luz disponível), e vendo bem, a articulação do LCD é complexa de mais para o que quero. Contudo, se a Canon G11 tivesse a objectiva da Panasonic LX3 e um preço abaixo dos 400€.. ainda era capaz de ponderar se a comprava ou não. A nível de qualidade de imagem, todas são sensivelmente a mesma coisa.

Já sobre este novo nicho de mercado das ‘rangefinders’, a sua evolução nos próximos anos é algo que estou extremamente curioso, até porque já me decidi em comprar uma câmara destas quando existirem mais propostas de outros fabricantes, o preço descer e os objectos em si evoluírem a nível de flexibilidade de utilização e manuseamento. Razões pelas quais não comprei a Panasonic GF1 (seja com o zoom 14-qualquer coisa, ou a panqueca de 20mm – que faz muito mais sentido para mim).
Alias, além do preço que estas câmaras têm e que acho excessivo, não as comprei porque não têm lcds articuláveis; porque deviam olhar um pouco mais para a Leica M e a ‘manualidade’ desta, bem como o layout das SLRs e algumas câmaras antigas para ver onde os controlos devem estar – e neste campo a melhor é a Olympus E-P1; E embora já tenha dito, porque para o ano devem surgir propostas novas e se comprasse uma coisas destas agora, por este preço, ia arrepender-me de certeza.

Ao ver isto, ainda olhei para outras duas câmaras, a Olympus E-420/450/620 e a Panasonic G1. As primeiras são SLRs, com um tamanho muito bom (muito pequeno), mas as duas primeiras além de não terem lcds articuláveis, ‘auto-focam’ muito lentamente pelo LiveView (razão pela qual as ponderei), e a terceira, a E-620, embora tenha o LCD retráctil, ainda consegue focar mais lento. A qualidade de imagem também não compensa isso, por isso ficaram excluídas. Já a panasonic G1 faz ambas as coisas bem, mas iria ficar cara com uma panqueca e nunca ia ser tão portátil quanto queria. A G1, já agora, não é uma SLR, não tem espelho nem pentaprisma. É semelhante até à GF1, mas com forma de uma SLR.

Ou seja, não comprei câmara nenhuma :D. Optei antes por comprar uma objectiva pequena e luminosa para a Nikon D200 e usa-la para as minhas grandes caminhadas e outras voltas (ficou bem mais barato do que qualquer das opções que falei aqui). Não ando sempre com ela nem é portátil, mas funciona por agora e não me tenho de preocupar com velocidades de focagem lentas, nem da qualidade de imagem ser má (porque não é problema na D200), nem de não conseguir apanhar o momento por causa do lag de disparo. Mas sobre isto falo num outro post.

Daqui a um ano e meio logo se vê o que há no mercado, e aí vou comprar uma compacta com um grande sensor que ande sempre comigo. Por agora vou acompanhando a evolução da Panasonic GF1, Olympus E-P2, Sigma DP2, Ricoh GR Digital III, e ver o que a Samsung (que já anunciou que vai lançar uma ‘rangefinder’), Canon, Nikon e Pentax lançam para o mercado neste próximos anos. Acho até que a Canon G12 será a proposta da Canon para esse segmento.

E prontos, estes posts são o resultado dos dias chuvosos que me obrigam a ficar em casa :\. Espero que amanhã fique melhor.

One Comment

    • usaralho
    • Posted Dezembro 28, 2009 at 3:28 pm
    • Permalink

    Pode-se sempre arranjar uma rangefinder analógica (mesmo de médio formato) e depois digitalizar o filme… é capaz de não ser muito prático nem muito barato mas é uma brincadeira gira!


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