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Este post é à ‘carapau-de-corrida’, porque vou despejar aqui opiniões e especulações sobre os fabricantes de câmaras fotográficas e do que acho vir ser o seu futuro segundo os meus interesses, sendo que não conheço, por experiência própria/prolongada, 80% deles. É para mais tarde recordar por mim e comparar com a realidade. Se interessar a alguém, ainda bem :P

A CANON continuará a dominar o mercado da fotografia digital, e espero que continuem as propostas que mantêm em vários segmentos de mercado, como por exemplo a Canon S90 – que é um objecto único face ao que existe actualmente -, as série G e as dSLRs que mantém a boa qualidade de imagem (embora já não a dominem). O grande número de objectivas, quer da própria marca como da Sigma, Tokina e Tamron, vai continuar a servir de íman para quem procura uma dSLR, já que em princípio terão algo para alguém e a um preço razoável.

A CASIO, KODAK e SAMSUNG são marcas que não conheço bem, porque nunca acho interesse aos seus produtos. Não tenho nada a dizer sobre estes, apenas tenho curiosidade na nova ‘rangefinder’ da Samsung.

A FUJIFILM deixou-se das dSLR e penso que sairá das ‘bridges’ do género da minha S9600. A Fuji talvez opte por se focar cada vez mais nas point & shoot e no seu novo sistema de melhoria do alcance dinâmico denominado de EXR (conceito que existe noutros fabricantes também). Gostava é que melhorassem o processamento de ruído das câmaras, que sendo OK em alguns modelos, deixa sempre o mesmo ‘efeito’ nas imagens. Também não consigo afastar a ideia que é uma marca que a pouco e pouco vai abandonando a fotografia digital, pelo que não espero nada deles.

A NIKON, actualmente, tem apenas boas câmaras dSLR – que deram um passo relevante no que toca ao processamento do ruído das fotografias – e deverá focar-se aí devido à concorrência da Canon, Panasonic e Fujifilm em ‘bridges’ e point & shoots. Até pode ser que assumam outra posição, mas tanto eles como a Canon dão a ideia de estarem presos à forma de tirar fotografias ‘do antigamente’, o que pode ser tão bom como mau. E tal como a Canon, o número de objectivas será um motivo para os escolher – se bem que tenho a ideia que em acessórios, a Nikon tenha mais ofera que a Canon para fotografia macro. A popularidade que têm, tal como se passa com a Canon, será o motivo para que muita gente opte por estes dois fabricantes, muito embora tenham pouco de inovação e de adequação a nichos.

Já a PANASONIC dá-me ideia que irá, a par com a Canon, dominar o mercado da fotografia digital. Quer com a suas novas ‘rangefinders’ rápidas e com boa qualidade de imagem, como com as compactas – se as decidirem continuar – como a LX3; as ‘SLRs’ como a G1 e mesmo as point-n-shoots como a LZ8 e as chamadas ‘bridges’ como a FZ50 (não sei qual é a sucessora). Como um senão, têm um leque de objectivas e provavelmente em acessórios especializados, muito inferior à Canon e Nikon, que também não espero virem a aumentar exponencialmente, já que se posicionam entre o mercado destes dois e outro de nicho, ficando-se os acessórios apenas pelo necessário. Eu, pelo menos, ficarei atento a estes Srs. e espero muito sinceramente que não confundam câmaras fotográficas com câmaras de vídeo…

Sobre a PENTAX, infelizmente não parece haver muito a dizer. Ou passa por uma grande ruptura ou deverá deixar de existir, já que a oferta que têm actualmente não tem vantagem nenhuma face à concorrência, sendo igual apenas.

E a OLYMPUS, caso não fossem as novas ‘rangefinders’ como a Olympus EP-1 e 2 – que tiveram boa aceitação, e às quais provavelmente irão adicionar flashes incorporados e aumentar a velocidade de auto-focagem – era uma marca que me lembraria imenso as Minolta (Konica Minolta), no sentido em que prometem imenso e nunca chegam a corresponder bem ao que dizem. Ou seja, se a focagem das dSLRs, em modo LiveView não aumentar, não estou a ver a razão da existência destas, até porque a qualidade de imagem (e falo sempre de ISOs superior ao 400) não compensa isso. E no campo das compactas, também não acredito que voltem a lançar produtos como a antiga Olympus C-8080, embora gostasse que houvesse uma concorrente para a Canon S90. E tal como a Panasonic, Pentax e Sony, precisam de mais objectivas para aliciar mais pessoas para as suas dSLRs.

Com a SONY, não prevejo grandes coisas. A qualidade das imagens nas SLRs nunca consegue ser superior à concorrência e não parece que vá mudar tal como o tamanhão dos corpos. Nas dSLR têm a grande vantagem da focagem via Liveview ser rapidíssima e têm LCDs articuláveis, e esses dois pontos são o que mais gosto na Sony e os quais penso evoluirem. De facto, gostava que a Sony tentasse competir mais com a Panasonic e Olympus, do que com a Nikon e Canon – pelo menos nas dSLRs -, que gozam de um leque enorme de objectivas que a Sony não tem. Era bom que tentassem inovar mais (lembro-me da Sony R1).

RIOCH e SIGMA. Gosto da tecnologia deles, mas a verdade é que todos os produtos deles falham imenso enquanto objectos fotográficos. Gostava que as sucessoras da Sigma DP1/1s/2, fossem mais objectos fotográficos do que electrodomésticos, quer por questões de rapidez de focagem automática mas porque também acho ridículo controlar aberturas/obturações/focagem por botõesitos (lembro-me mais da Sigma aqui), especialmente em câmaras a ir para o caro. O ruído em sensibilidades superior a ISO400, em ambas as marcas, é um problema para resolver. Por isso, acho que a este ritmo, a sigma vai continuar estagnada ou vai mesmo deixar de produzir câmaras e a RICOH andara na mesma onda que tem andando.

A LEICA.. Só pode estar bem onde está e para quem as compra. (NOTA: ver com mais atenção as SLRs..)

No fundo, a minha previsão é que o sucesso de marcas como a Panasonic, Olympus, Ricoh, Pentax, Sony e Sigma venha associados ao domínio de algum nicho. Nicho esse em que me incluo, mas do qual só vejo retorno da Panasonic e Olympus. Vejo ainda a Nikon e Canon a continuar dominar a fotografia ‘convencional’ de foto-jornalismo, desporto, fotografia macro, da natureza, casamentos e afins, fotografia de estúdio (embora aqui, as câmaras de médio e grande formato façam mais sentido), fotografia de ‘turista’, os estudantes de fotografia, as fotografias de férias e familiares. E ainda me incluo neste grande mercado, embora não me dê prazer nenhum, daí que actualmente ache ambas a Canon e Nikon (Pentax e Sony também) pouco interessantes.

One Comment

    • Francisco
    • Posted Dezembro 9, 2010 at 4:18 am
    • Permalink

    O envolver a Sigma neste comentário só pode mesmo vir de alguém que não entende o que é o sensor Foveon exclusivo das câmaras Sigma. O futuro é do sensor Foveon, sem remédio, a razão é simples, ele imita a captura de filme, ou seja, 1 pixel captura a côr na totalidade do espectro tal como 1 “gão” na película também o faz. Todos os outros sensores de todas as marcas, sejam Canon, Nikon, Hasselblad, custem 4000 ou 40000 têm que pôr côr aleatóriamente, não há volta a dar, pois onde esteja um pixel com um filtro para o verde não passa de certeza vermelho. No sensor Foveon cada pixel captura todas as cores pois não tem filtro nenhum.A triste história do Foveon foi a ganância das grandes marcas que queriam a patente por uma miséria, os seus inventores não venderam e a Sigma foi a única que foi digna com eles. Saudações.


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